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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Curte Aê

Opa gente bonita!! Eu tô participando de uma promoçãozinha local daqui e tava precisando d eum pouco de ajuda. Sabe aqueles concursos chatos de quem tiver mais curtir no Facebook ganha? Bom é um desse!

Para me ajudar é bem simples, basta clicar aqui para acessar o album do Facebook aonde estão as fotos, quando acessar você não irá curtir qualquer uma não, tem que curtir as que aparecem aqui em baixo ok?

Brigado raros leitores



domingo, 8 de janeiro de 2012

Mochilando por ai #007 - Rafintg Arequipa - Peru

Você pode até ter feito rafting.. mas não foi o de Arequipa! 

Na minha passagem pelo Peru eu fiquei na cidade de Arequipa, muito legal por sinal, em outra postagem eu falo mais sobre ela, agora quero falar sobre o rafting que fiz lá. Eu não fui com a intenção de fazer rafting, meu amigos compraram sem eu saber e vieram me falar que no outro dia cedo estaríamos descendo de rafting pelo Rio Arequipa. Uma van passa no nosso hostel bem cedinho e nos leva pra vestir todo o equipamento, e é um monte de tranqueira que agente tem que levar, capacete, colete, uma roupa especial por baixo, eu não sabia de nada disso pois nunca havia feito isso antes.

Feito isso nos voltamos a nossa van apertadinha e seguimos para o Rio Arequipa, que fica na base de uma montanha congelada e a maior parte do rio é o próprio degelo da montanha, ou seja, água congelante. Na van, só tinha eu e meus amigos de brasileiros (4 pessoas) o resto era tudo de fora, e lá conhecemos uma holandesa chamada Famke, que estava viajando sozinha, muito gente boa ela. Algumas minutos depois nós chegamos no lugar em que iamos descer, e é um local lindo, um pasto totalmente verdinho com algumas lhamas comendo grama por ali e lá no fundo se encontrava uma montanha e seu cume congelado. A paisagem vista ao vivo é de tirar o folego, ficamos ali por alguns minutos enquanto o pessoal  preparava os botes.

Botes prontos, é a hora do treinamento, eu sou um desastre pra explicações instantâneas assim, e o cara escolheu logo eu pra ver se estava entendendo tudo e como ajudante, são vários códigos que eles usam pra você saber a hora de se jogar pra esquerda, pra direita, ou a hora pra deitar dentro do bote, se fosse em português eu até conseguiria, mas a explicação era em espanhol, mas mesmo com meu espanhol avançado eles falam muito rápido, me confundi todo nessa hora, e claro, todos os gringos ficaram rindo de mim, mas estávamos prontos pra cair na água. Carregamos os botes até a beira do rio e entramos nele para começar a aventura, o guia nos deu umas ultimas dicas antes de começarmos a descida e lá fomos nós.

São cerca de 2 horas de descida rio abaixo com 1 parada no percurso, quando coloquei o pé na água vi o quão estava gelada, vocês não tem noção de como aquilo estava gelado, e não é frio igual chuveiro desligado não, é congelando de fazer o sangue parar de circular no corpo. Muito animados começamos a descer. Durante a descida, com toda aquela adrenalina, agente nem sente o frio, mas quando as corredeiras param um pouco agente começa a perceber, eai eu entendi o porque de a gente carregar tanta tralha, pra impedir que a água entre por debaixo, mas nem isso adiantou, na hora que nosso bote desceu a primeira cachoeira, a água entrou nas minhas costas e eu chega arrepiei, quando olhei para os meus dedos, eles estavam totalmente brancos, muito sem noção esse passeio.

Depois de 1 hora de descida rio abaixo nós paramos em uma parte que era mais calma, e por sinal havia uma pedra imensa lá, já desconfiava o que sabia, eles nos fizeram pular dessa pedra gigante no rio, e lá fomos nós, pra sair do bote foi dificil pois nem conseguia controlar minhas pernas direito de tanto frio, subimos naquela pedra imensa e pulamos, e foi muito esqusito, parecia que estava entrando mil agulhas no meu corpo... de lá nos voltamos para o bote e continuamos a descida, aonde dessa vez iriamos encontrar a maior queda d'agua, com 5 metros de altura, sente a força da criança, e lá fomos nós nela a baixo... preciso nem falar que depois disso nós afundamos de vez dentro da água, mas é tanta aventura que as vezes a gente esquecia o frio.

Algum tempo depois chegamos ao destino final, ao contrário entraríamos dentro da cidade aonde a água não é mais tão limpa assim, ao sair dos botes foi um choque, pois não conseguíamos andar direito, as pernas cambaleando e as mães sem tato devido a falta de circulação de sangue, mas foi uma aventura inesquecível e merecia ter o relato contado aqui. Nos aventuramos em outros locais também, mas isso já é uma outra história.


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Mochilando por ai #006 - San Pedro de Atacama - Chile

Depois de horas e horas atravessando o Deserto de Sal na Bolívia e você pode conferir o relato aqui, eu cheguei a Ollagüe, fronteira com Bolívia e Chile, passamos por revistas e pegamos uma van até San Pedro de Atacama.
No meio do caminho até San Pedro, eu e
minha cara de bunda, morto de cansado.
Foram longas 6 horas naquela Van apertadinha, apertadinha, mas só pra mim que tem 1,94m, o resto do pessoal estava de boa. Vale lembrar que não importa se a viagem é de 1 ou 2 horas, em um mochilão você sempre fará o dobro dela.
Passamos por diversos locais, completamente isolados de tudo, cortando de Van a cordilheira dos andes, é bem bonito a paisagem com picos nevados e tal, mas ao mesmo tempo tenso, pois se o pneu furasse... FudeU!! Depois das longas quase 7 horas chegamos em San Pedro de Atacama, já durante a noite, e fomos naquele horário mesmo, carregando 14kg de mochila procurar hospedagem.

Placa do Hostal
Ficamos em um albergue mochileiro, que é o que vale mais pois tudo no Chile, e principalmente nessas cidadezinhas turisticas é tudo caro. Nos hospedamos no Hostal Martita, de uma senhorinha bem esclerosada que sempre desligava a água quente do banheiro enquanto tomávamos banho.
Era um local bem simples mesmo, pois a cidade, apesar de ficar no meio do Deserto do Dtacama, estava lotada de gente, a maioria gringos loiros dos olhos azuis vindo da Europa pra curtir o frio da América do Sul.

Ruas de San Pedro, depois de um banho gelado!
Vamos falar um pouco da cidade, San Pedro é uma cidade bem pequena e muito aconchegante, quando se está por lá você anda, anda e anda pela cidade e nunca se cansa e é isso que me deixava impressionado, a cidade passa uma energia fantástica pra nós.
A cidade fica no meio do deserto, e quando se fala em deserto as pessoas pensam no calor, mas lá é ao contrário, faz frio, e muito. Lá é bem ao estilo faroeste, ruazinhas de terra batida, casas, lojas, restaurantes e bares todo no estilo barro, é nem se compara ao sertão brasileiro, a coisa lá é fina.

Em San Pedro tem uma igrejinha bem antiga, com chão de madeira que quando você anda chega faz ruído, e bem ao lado da igreja uma pracinha bem legal que se pode passar a tarde toda lá fazendo amizade com holandeses, franceses e o que mais vier! Ao redor da praça tem várias ruazinhas com muita, mas muita lojinha de artesanato e souvenirs, nas ruas de San Pedro também é possivel encontrar muitos, mas muitos cachorros, mas não são que nem os cachorros de rua aqui do Brasil não, são cachorros de rua de raça e bem tratados, lindos, cada São Bernardo e Labrador que dava vontade de levar pra casa.

Restaurante bem estiloso e badalado!
Restaurante lá também tem muito, e como falei, todo trabalhado no estilo barro a luz de velas com detalhes de madeira, muito chique, jantei em um bem badaladinho lá, não em lembro o nome mas fizemos a festa lá, começando com um vinho chamado "Casilleiro del Diablo" muito bom diga-se de passagem, depois restaram algumas taças quebradas. Logo nos sentamos na mesa de uns meninos da Nova Zelândia, daí vieram umas Chilenas, e depois uns Brasileiros e logo uns Franceses, no fim a festa tava garantido, muita tequila e as Chilenas ricas acabaram pagando a conta no final!

Valle de la Luna - San Pedro de Atacama
Ahh mas também não vale cruzar o continente, ir para o Atacama e não ver o Deserto do Atacama e seus vales.
Pertinho de San Pedro está o "Valle de la Luna" muito bonito também, na cidade é possível alugar bicicletas e pranchas de Sandboard e ir pedalando até o vale, ou pagar pra ir de carro, subindo o vale é possível ter uma visão panorâmica e privilegiada de todo o vale.
San Pedro foi com certeza um dos melhores e tranquilos locais que visitei nessas aventuras, de lá eu peguei um ônibus para um novo e espetacular destino, mas essa... bom, essa já é uma outra história!











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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

2º Concurso de Fotografia Extremos

O Portal Extremos é um site dedicado a assuntos de viagens, aventuras e esporte e uma grande fonte de Informação para pessoas que gostam do assunto... tipo eu!

No Facebook o Portal Extremos está lançando o 2º Concurso Cultural de Fotografia Extremos, se você tem uma foto que esteja relacionada com aventura e acha que faz o perfil do Extremos participe.

Curta a página do Extremos no Facebook, envie sua foto e peça para as pessoas curtirem ela, as fotos que tiverem mais "curtições" leva o premio.

Acesse clicando aqui a página do Extremos da promoção, veja o regulamento de como funciona e participe.


E claro eu também estou participando com a seguinte fotografia ao lado.
Essa foto foi tirada no Salar de Uyuni ou o famoso Deserto de Sal que muito passou no Globo Repórter e fica localizado no sudoeste da Bolívia.

Com tudo isso eu venho aqui pedir a sua ajuda, se você tem Facebook, clique aqui e curta a minha foto e me ajude a somar pontos e garantir os próximos mochilões por esse mundão!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Mochilando por ai #005 - Machu Picchu - Peru





Ir ao Peru e não ir a Machu Picchu não vale, por isso durante minha passagem por lá eu dei um pulinho na cidade Inca.
Machu Picchu 100 anos
Machu Picchu é uma cidade pré-colombiana bem conservada, localizada no topo de uma montanha, a 2400 metros de altitude, no vale do rio Urubamba. Foi construída no século XV, sob as ordens de Pachacuti. O local é, provavelmente, o símbolo mais típico do Império Inca, quer devido à sua original localização e características geológicas, quer devido à sua descoberta tardia em 1911. Agora em 2011 Machu Picchu completou 100 anos de descoberta e nada melhor do que visitar a cidade no seu centenário.

Cidade de Águas Calientes, 
ali não é a bandeira gay e sim o 
simbolo daquela região.
Só que pra chegar lá não é tão simples assim... Pra quem não sabe Machu Picchu fica numa cadeia de montanhas, no meio do nada completo, a cidade turística mais próxima é Cusco e a cidade habitada mais próxima é Águas Calientes que fica pertinho e no meio do nada também, carro nenhum chega a Águas Calientes, somente Trem. O ponto de partida principal é a Cidade de Cusco, aonde tem 3 opções para se chegar lá, a 1ª é de Trem que é caro, a 2ª é pela Trilha Inca, que você paga uns 500 reais e passa 5 dias fazendo a trilha que os antigos Incas faziam, e a 3ª é a forma mochileiro e mais barata de ir que é pegar um ônibus de Cusco até Santa Maria, de lá pegar uma Van até a Hidrelétrica local e de lá caminhar 2 horas até Águas Calientes, forma barata e legal também, uma aventura.

Cidade Inca
Águas Calientes é a cidadezinha povoada mais perto de Machu Picchu, ela fica no meio do nada, lá só se chegas em uma das 3 formas que eu falei, carro não vai pra lá até porque estragaria toda forma de ganhar dinheiro deles lá. Bom já estamos em Águas Calientes, agora falta subir a Machu Picchu, para subir lá tem duas formas uma é de ônibus que sai todos os dias as 5 da manhã e a outra é a pé, muito sofrido aquela subida, de ônibus já cansa, imagine a pé, fomos de ônibus mesmo, 15 dólares, acordamos as 4 da manhã e fomos para fila e depois de uma longa subida em curvas nó finalmente chegamos a cidade Inca.

Montanhas ao fundo
Chegamos lá ainda escuro, mas é um lugar impressionante, não é atoa que é considerado uma das 7 maravilhas do mundo. É um lugar sereno, pra pensar e refletir, você olha todas aquelas construções e é questionante, como levantaram pedras imensas a mais de 2 mil metros de altitude sem nenhuma maquina, é como perguntar como construíram as pirâmides do Egito. Por ficar muito alto, temos uma visão privilégiada de tudo, dos picos nevados ao fundo, do nascer do sol e seus raios cortando as sombras das montanhas.

Raios de sol cortando as montanhas
Quando o Sol nasce é lindo, porque ilumina tudo e dá uma sensação muito boa. Caminhar em Machu Picchu é um pouco desgastante, a altitude complica nossa respiração, e são muitos degraus de pedras enormes lá, então digamos que você sai de lá com suas pernas torneadas, é uma academia ao ar livre.
Acho que é um local que todo mundo deveria conhecer alguma vez na vida, é um local imponente, grandioso e mostra como nós somos tão pequenos nesse mundão ai afora.

A famosa foto clichê
Mas também não aconselho ir esperando muito do local, existe gosto pra tudo nesse mundo, Machu Picchu é um local aonde somente tem Pedra e Grama, então pode ser que algumas pessoas não gostem muito do local por isso. Mas vale muito, muito a pena tudo isso, são valores que você agrega, culturas que você adquire, coisa que escola nenhuma, aula de geografia nenhuma nesse mundo pode passar pra você. Simplesmente Único no mundo.

De Machu Picchu fui me aventurar de novo pelas Águas do Lago Titicaca, mas isso já é uma outra história.




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domingo, 2 de outubro de 2011

Mochilando por ai #004 - Arica - Chile


Atravessei a América do Sul e fui parar do outro lado do continente na cidade de Arica no Chile. Arica é localizado bem ao norte do Chile, apesar de estar no Deserto do Atacama é banhada pelo pacifico sul e é uma cidade muito aconchegante, com cheiro de peixe e maresia.

Primeiro Mc do mochilão
Minha passagem por Arica foi de somente 1 dia, mas é o suficiente pra conhecer essa maravilhosa cidade Chilena. Cheguei nela por volta das 5 da manhã, tudo ainda estava fechado e eu estava morrendo de fome, caminhamos até a parte central da cidade aonde tem muitas lojas, muito semelhante com a Calle Florida em Buenos Aires, e foi no centro que encontrei o 1º McDonald's dessa aventura, alguns hamburguês e bebidas diferente das que encontramos aqui mas mesmo assim eu  me esbaldei, claro.

Visão do Morro de Arica
Depois da comilança fomos conhecer a cidade, andando mesmo pra economizar grana, nos indicaram ir ao Morro de Arica, que nada mais é que uma pedra gigantesca na beira do mar, antigamente esse morro era usado como forte contra ataques e hoje não passa de um museo. Pra chegar nele não é nada fácil, somente é possível a pé e é uma subida lascada, você chega lá em cima morto de cansaço mas se recupera logo, a entrada lá é de graça. Lá de cima a visão é fantástica, dá pra ver quase toda a cidade, o oceano pacífico e as praias.

Vista para o pacífico
Lá em cima é encontrado um museo aonde vendem souvenir e é contado um pouco da história do local, mas adiante um pouco tem umas estátua, muito semelhante ao Cristo Redentor no Rio de Janeiro, só que em uma proporção muito menor, e andando mais um pouco é possível ter uma vista privilegiada de todo o verde do oceano pacífico, ali dá pra sentar e ficar o dia todo refletindo em como somos pequenos neste planeta. 
Praça em Arica
Eu como muitos dos brasileiros não conhecia o mar, e tão pouco a praia e foi ai que conheci pela primeira vez. Do Morro de Arica descemos novamente para a cidade para almoçar e andamos mais por ela, fomos nas pracinhas bem legais diga-se de passagem e andar pela cidade, conforme íamos andando passávamos por diversas lojas de frutos do mar, bem comum por lá, todas em frente ao porto, e aquele leve cheirinho de maresia e mariscos tão bom, andamos, andamos, andamos e chegamos na praia êê!!

Conhecendo a praia
Devo dizer que de praia é só o nome por lá, eu, como uma criança tirei minhas botas e sai correndo pra colocar meus pezinhos no pacífico, mas a água estava muito, mas muito gelada mesmo, ou seja entrar ali, nem pensar, isso tudo porque é inverno, no verão lá é mais tranquilo, mas de qualquer forma posso dizer que conheci a 1ª praia da minha vida e foi no Chile e foi no pacífico. Fiquei ali a tarde inteira, só curtindo o vento, a maresia, os pássaros e o por do sol. Depois passamos pelo cassino da cidade, muito legal também e pegamos nosso transporte rumo a cidade de Arequipa no Peru, mas essa já é uma outra história...

Pescador








sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Mochilando por ai #003 - Oásis de Huacachina - Peru

Não é o Saara, mas tem areia, e muita, isso ai é o bairro de Huacachina na cidade de Ica no Peru, e claro, eu dei um pulo lá pra conhecer o Oásis e o famoso passeio de bug pelas dunas.

Lá existe um local chamado de Oásis de Huacachina, isso porque é um oásis literalmente, uma região cercada por dunas de areias brancas e no meio, do nada, um lago verde, com árvores e tudo mais! A lenda diz que a lagoa foi criada quando uma jovem princesa foi pega durante seu banho por um caçador, ela fugiu, durante uma longa perseguição a princesa acabou voltando para a piscina onde tomava seu banho e lá algo de estranho ocorreu, a piscina se tornou o lago, e o véu de suas roupas tornaram-se as dunas, e tem rumores que ela vive até hoje no fundo lago de Huacachina como uma sereia, bom se isso é verdade ou não eu não sei, mas até que é uma história interessante!


No primeiro dia que cheguei almoçamos em um restaurante bem legal, comemos o típico de lá que é "Pollo Saltado" que nada mais é macarrão com pedacinhos de frango, pimentão, cebola e batatas fritas, mas é gostoso, e almoçar ali no Oásis é algo que não tem preço. Em Huacachina fiquei hospedado no albergue Salve Tierra, diária S/.25,00 que eu não recomendo muito, o hostel é bem grandão mas anda meio abandonado mas foi através do hostel que fechamos um passeio que não deve ser deixado de lado quando for a Huacachina, o passeio de bug pelas dunas, saiu por cerca de S/.40,00 e eu super recomendo. Primeiro fomos aos bugs que são quadriciclos que parecem gaiolas com rodas, nelas cabem até 12 pessoas e depois seguimos rumo ao deserto e é incrível, o passeio é irado, são subidas e descidas radicais pelas dunas, pela nossas caras já deu pra perceber como é. Nessa gaiola foi eu e mais 3 amigos, só nós de brasileiros o resto eram tudo gringo, e devo admitir que gringos não tem reação, enquanto gritávamos escandalosamente, eles ficavam calados, nem se mexiam, são frios, tudo bem que depois de uma manobra entrou areia em nossas bocas, mas tem que ter alegria né!


Depois de muita aventura no Bug, fomos descer as dunas de Sandboard, o mais legal é que as dunas são imensas, e nós só percebemos isso depois que descemos e as olhamos lá de baixo, eu desci uma que devia ter uns 30 metros de altura e até hoje não acredito que fiz aquilo. É um efeito escada, pois quando você chega no fim de uma duna no Sandboard, você percebe que já esta no começo de outra e assim vai. Infelizmente não pude tirar fotos do Sandboard pois lá venta muito e um grão de areia, por mais pequeno que seja iria mandar minha máquina fotográfica pros ares.


Nas dunas é muito difícil de andar, areia afunda muito, o vento forte complica e faz muito frio, mas é uma delícia. Depois de muito Sandboard e muita manobra radical no bug o motorista nos levou até uma área mais plana, sem tantas dunas, apenas ao redor, para nós vermos o pôr do sol no deserto, realmente é lindo, mas não tão lindo quanto o pôr do sol no Salar de Uyuni. Aos poucos o sol ia indo embora e o tempo começava a esfriar, voltamos ao Oásis e só lá percebi que estava todo milanesa, com areia em todas as partes e se livrar de toda a areia, principalmente a do cabelo não é tarefa fácil, não há banho que facilite, o esquema é ir de toca, há e tem que ir de óculos viu, se não é impossível ficar de olhos abertos.


Lá no oásis é bem tranquilo, muito mesmo, pois as 22:30 as coisas já estão fechando. Lá é como se fosse um povoado, tem restaurantes e hotéis, se quiser badalação mesmo tem que ir a cidade de Ica que fica bem ao lado mesmo e de táxi sai baratinho. No Oásis tem o tal lago de águas verdes e pode navegar por ele com barquinhos ou pedalinhos, cada hotel tem o seu, ai você pega a autorização no seu hotel e vai lá, bom não é lá essas coisas mas até que dá pra relaxar bastante. Lembre-se bem, se você algum dia for em Ica no Peru, não deixe de visitar e se hospedar no Oásis de Huacachina e fazer todos os passeios. É um lugar realmente lindo.





quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Mochilando por ai #002 - Salar de Uyuni - Bolívia

Em mais uma de minhas aventuras por ai eu acabei parando neste lugar.. chão branco, céu azul e uma fina camada de água pra dar um toque final, isso ai é o famoso Salar de Uyuni ou Deserto de Sal conhecido também como "espelho do céu" isso porque tudo reflete nele devido a camada de água e fica na Bolívia!

O turismo no Salar é imenso, gente do mundo todo procura ir pra lá, e comigo não foi diferente. Pra chegar até lá é preciso ir para a cidade de Uyuni na Bolívia onde é comprado a travessia de 3 dias pelo deserto de sal num Jipe 4x4 e no final você decide se volta ou se prefere ficar na fronteira com o Chile. Fizemos o passeio pela Colques Tour num valor de B$466,00 2 dias, isso porque havia uma nevasca no deserto e por isso não pudemos fazer o tour de 3 dias. Quem foi nosso guia foi o senhor Luís que foi muito atencioso, a primeira parada é no Cemitério de Trens que era uma antiga ferrovia que ligava Uyuni as outras cidades para a pesada exploração de minério, depois de uma crise a ferrovia fechou, restando apenas as lembranças.



Depois de passar pelo Cemitério de Trens nós entramos de vez dentro do deserto. Antigamente o Salar era um lago salgado e pré histórico chamado Michin, quando o lago secou, deixou todo o sal. O Salar é enorme, um tamanho aproximado a 12.000² dando pra ser visto do espaço, e é conhecido como a maior planície salgada do mundo . Além da área ser grande e profundidade de sal é imensa, são 120 metros de sal pra baixo e estimasse que pode se retirar dali o equivalente a 10 bilhões de toneladas de sal. É sal que não acaba mais, e muita gente ali vive disso, garimpando!





Paramos em um certo ponto de garimpo, tiramos algumas fotos e partimos para o almoço, o Luís nos levou pra almoçar num restaurante/hotel totalmente feito de sal, lá comemos uma comidinha caseira bem boliviana que estava uma delicia, um grão que parecia arroz mas se chamava Quinua, carne de lhama, saladinha e refrigerante, ao lado do restaurante/hotel de sal fica o pico das bandeiras, são viajantes que vão e colocam lá a bandeira de seu país, da pra ver pela foto que estava lotado e a do Brasil tava ai, toda escondidinha e amassada mas estava. Ali ficamos mais um pouco fazendo a ciesta do almoço e apesar do sol estava muito frio, o que aumentava nossa preguiça, mas quando se está em uma aventura assim não há tempo pra preguiça.



Depois de comer, voltamos ao 4x4 e andamos, andamos e andamos, naquele deserto sem fim, é incrível pois só dá pra ver chão branco e céu azul, mais nada. Paramos pra tirar algumas fotos, incluso aquelas de dimensão igual a essa do dinossauro aqui do lado, funciona da seguinte forma, como o chão é branco e o céu azul não há como diferenciar muito o que esta perto e o que esta longe, então rende algumas fotos bem bacana, nessa do dinossauro estávamos todos lá longe e o brinquedo pertinho da câmera! O mais legal é que nessa área havia nevado na noite anterior e como o sal derreteu o gelo sobrou uma fina camada de água que refletia tudo!




Depois de andar mais um pouco chegamos a Isla del Pescado, que é um pedacinho de pedra no meio do Salar, dando a impressão de que era uma ilha, a vegetação nela é bem diferente, são cactos, enormes e antigos, havia um de 900 anos e outro com mais de 9 metros de altura. A ilha é imensa e tem muita subida, pra entrar nela tem que pagar 15 bolivianos e depois fazer a trilha pra subir ao topo, devido a altitude ficamos muito ofegante mas nada que estrague a aventura, lá de cima a vista do Salar é de morrer, uma visão panorâmica sem fim, muito mas muito bonito, depois de algum tempo descemos correndo para ver o por do sol no Salar que também é deslumbrante. Só que na descida nos perdemos, são muitas trilhas e no fim o Luis teve que subir pra pegar a gente, se não íamos perder o pôr do sol!




Fomos correndo pro 4x4 e o seu Luís nos levou mais adiante aonde não havia muita coisa para trabalhar o por do sol, logo ele começou a descer, e foi o por do sol mais bonito que todos que estavam comigo haviam visto na vida, o que rendeu muitas lágrimas de emoção para todos. O deserto tem um fina camada de água que reflete o céu, na hora do por do sol tudo é refletido e se olhar fixamente para o horizonte é como estar voando! Eu não sei explicar em palavras o sentimento de ver aquilo mas posso falar com toda convicção, foi a coisa mais bonita que já vi na minha vida. Já estava anoitecendo então voltamos para o carro e o seu Luís nos levou a um hotel totalmente feito de sal para dormimos, isso já incluso no nosso pacote.


Andamos no carro durante a noite e é incrível como o Luís não se perdia naquelas estradinhas, chegamos ao Hotel de Sal, que fica no meio do nada, e a noite ali é incrível, pois vi o céu mais estrelado da minha vida, dava pra ver as nuvens cósmicas srsr, quando entramos no hotel percebemos que não havia ninguém, ele estava fechado apenas para nós 7, muito chique né? Lá jantamos uma comidinha bem gostosa, tomamos um cházinho que até dona Elizabeth teria inveja e conversamos a madrugada toda bebendo licor pra ver se esquentava por causa do frio. Lá também apareceram 3 menininhas para cantar pra nós, tadinhas, claro que fazem aquilo com todos os turistas em troca de um dinheirinho, e nós as ajudamos também. Fomos dormir pois no outro dia seria o último dia de travessia.


Foi uma das piores noites pois fez frio abaixo de zero, muito mas muito intenso que nossas garrafas de água congelaram! Eu havia dormido com 2 blusas, 2 calças, 1 casaco de frio grande, toca, luvas, de bota e com 3 cobertores e eu congelei de frio, não dormi em nenhum momento. Acordamos bem cado e saímos de novo, já havíamos passado pela parte que seria do deserto de sal, agora passaríamos por outras áreas como desertos e lagoas, uma delas era o Ejercito de Piedras, ele fica no meio do deserto completo e são uma grande quantidade de pedras na vertical formando um aparente exercito e lá no fundo um vulcão.
Logo após rodar um pouco mais por grandes vales deserticos nós paramos para almoçar em frente há uma lagoa semi-congelada, o nome era Laguna Turquiri e era de uma beleza extrema, lá comemos um bom macarrão com empanado de frango. No local faz um frio enorme e venta muito o que piora as coisas, mas com uma paisagem dessas quem é que vai se importar né.



Depois do almoço o Luís levou a gente na melhor parte, na neve! Era um grande vale totalmente nevado e era a primeira vez que via neve na vida, de começo parece que é espuma ou glacê mas quando você chega perto ela é fofinha na parte recente que acabou de cair e dura na parte que está mais tempo, minhas tentativas de fazer um anjinho de neve foram frustrantes mas eu tentei, que nem um menino bobo.
Ficamos ali um certo tempo brincando e tirando fotos e lá no fundo é possível ver o Vulcão Ollagüe que estava ativo e até soltando fumacinha. Depois dali o Luís nos levou para Ollagüe na estação Alvaroa que é a fronteira Bolívia / Chile aonde o Mauro um amigo do Luís nos esperava para nos levar até o Chile. Bom mas essa história eu conto depois!
Conhecer o Salar e seus desertos ao redor foi simplesmente sensacional, a Bolívia apesar de um país pobre, reserva muito mais aos turistas.